Retranca não funciona contra o líder América-MG e Náutico volta a perder;

ADAURY VELOSO ;

Técnico Roberto Fernandes optou por um time com mudanças, armado com três zagueiros; esquema acabou não funcionando e Timbu acabou derrotado ;

No confronto entre o líder da Série B e o lanterna, deu a lógica. Apostando em uma postura excessivamente defensiva no primeiro tempo, ao contrário da estratégia “franco-atiradora” usada nas vitórias diante de Vila Nova e Luverdense, o Náutico acabou derrotado pelo América-MG, no estádio Independência por 1 a 0, na noite desta sexta-feira, dando uma freada na sua reação.

Apesar do revés (o 12º no campeonato), a distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento (hoje o Santa Cruz), seguirá em nove pontos ao final da rodada. Na terça-feira, novamente obrigado a vencer, o Timbu encara o Figueirense, do seu ex-técnico Milton Cruz, na Arena de Pernambuco. Um confronto direto na luta contra o descenso.
 
Retranca e castigo
Após uma semana de treinamentos, o técnico Roberto Fernandes optou por montar um Náutico mais precavido para enfrentar o líder, com o time passando a atuar com três zagueiros, com a entrada de Aislan. Além disso, na frente, o meia Bruno Mota foi avançado para atuar quase como um centroavante, com Erick e Gilmar abertos pelas pontas, e Diego Miranda um pouco mais atrás, no meio de campo. A proposta era clara. Se segurar como desse atrás e tentar algo nos contra-ataques.
Na parte defensiva, de fato, o Náutico conseguiu impor dificuldade ao América. Tanto que o dono do segundo maior ataque da Série B, apesar dos 67% de posse de bola, só levou certo perigo ao gol de Jefferson em uma cabeçada do lateral Giovani, já aos 38 minutos. Porém, um time que opta ficar tanto tempo atrás sabe que está correndo riscos. E bastou uma jogada bem trabalhada dos donos da casa para a retranca pernambucana ruir.
No minuto seguinte, após boa triangulação, Giovani achou Luan dentro da área, que cruzou para Hugo Almeida empurrar para as redes. Abrindo, de forma justa, o placar para os donos da casa.
Já no setor ofensivo, o esquema de Roberto Fernandes funcionou ainda pior. Isso porque Gilmar e Erick, sem ter com quem dialogar, só conseguiram puxar um mísero contra-ataque, em 47 minutos, desperdiçado em chute do prata da casa, sem perigo, aos 29. Além disso, Bruno Mota, destaque do time nas vitórias ante Vila Nova e Luverdense, acabou sacrificado. Isolado na frente, foi figura nula. Enquanto isso, Diego Miranda pouco produziu na armação. 

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