Al-Nassr aciona Fifa e quer 10 milhões de euros por saída de Brocador para o Sport; Diretoria leonina ameniza caso

ADAURY VELOSO ;

Atleta move ação milionária contra o clube dos Emirados Árabes que acionou a Fifa, para postergar caso, cobrando multa rescisória a ser paga pelo Sport ;

O atacante Hernane Brocador deixou o Sport ainda no final da temporada de 2015, após não renovar contrato com o clube. O imbróglio envolvendo o atleta, no entanto, mais uma vez bate nas portas da Ilha do Retiro. Atualmente integrando o Bahia, Brocador move uma ação milionária contra o Al-Nassr, da Arábia Saudita, reinvindicando salários atrasados e os vencimentos do restante do contrato devidos ao jogador desde o período em que deixou a Arábia para vir ao Recife, no início de 2015. O clube, por conseguinte, entrou com uma ação na Fifa cobrando do Sport o valor da multa rescisória do jogador – que gira em torno dos 10 milhões de euros, aproximadamente R$ 34 milhões.  Cobramos cerca de 20 meses de salários atrasados ao Al-Nassr. Na época, ele (Brocador) estava impedido de treinar e estava desresgistrado. Nosso objetivo é de que ele receba as indenizações devidas, que seria o restante do contrato”, explicou o advogado do atleta, Breno Tanuri,   A controvérsia jurídica, na verdade, pode ser uma estratégia para adiar a definição dos pagamentos atrasados que Hernane cobra do clube. Possibilidade que foi confirmada pelo advogado do atleta. “Com esse litígio, existe a possibilidade da resolução do processo se estender sim. O prazo é de ter uma resposta pelo menos nos próximos dois anos”, concluiu.

Na Ilha do Retiro, a diretoria ameniza o caso. O Sport somente foi notificado pela Fifa com uma solicitação para que apresente à entidade sua versão dos fatos envolvendo a negociação de Brocador. “Única coisa que eu posso dizer é que o clube recebeu uma notificação da Fifa para apresentar sua versão dos fatos. Ainda não foi enviado, mas temos um longo prazo para fazer isso. O escritório já está com a documentação e com a citação do pedido da Fifa”, esclareceu o diretor de futebol, também atuante no setor jurídico do clube, Rodrigo Barros.

Para o dirigente, ainda, o imbróglio envolvendo o atacante não deve apresentar danos ao Rubro-negro. “Preocupação óbvio que acontece, mas porque isso é natural. Não vejo onde o Sport possa ser prejudicado nessa situação.”

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